Guias e Exploradores

É o Ramo Verde, para moças e rapazes dos 12 aos 17 anos de idade.

 

Trata-se da fase fundamental do movimento, e a primeira a ser fundada por Baden-Powell. Tão especial é tal etapa na vida exploradora que dá nome a todo o movimento.

 

 

A finalidade do Ramo é a mesma do escoteirismo em geral, atendo-se à aplicação plena dos princípios do movimento.

 

 

Durante o tempo em que freqüenta o Ramo Verde, o jovem deve aperfeiçoar-se nas técnicas mateiras, conhecer e aplicar o sistema de patrulhas, viver intensamente o companheirismo e a camaradagem, e crescer em sua vida espiritual, acrescentando em sua amizade com Cristo, no serviço a Deus e ao próximo, formando seu caráter, e desenvolvendo saúde física e interior. O explorador vê-se como um continuador do cavaleiro medieval e presta honra ao código da cavalaria.

 

O sentido do concreto é a ênfase do Ramo Verde. Não se forma um explorador de modo irreal, etéreo, mas com uma prática exigente e específica.

 

 

No Ramo Verde, pratica-se a divisão por modalidades, conforme o agrupamento. Assim, em um agrupamento de exploradores ou de guias marítimos, há uma especialização nas habilidades navais e fluviais, em um aéreo um treinamento mais específico nas tarefas ligadas à aviação, à comunicação por rádio e ao aeromodelismo, e em um montanhista uma ênfase nas atividades de montanha.

 

 

Lei do Explorador

  1. A honra de um explorador é ser confiável.
  2. O explorador é leal a seu país, seus pais, seus líderes e a todos que dependem dele.
  3. O explorador é feito para servir seu próximo.
  4. O explorador é amigo de todos e irmão dos demais exploradores.
  5. O explorador é cortês e cavalheiro.
  6. O explorador vê na natureza a obra de Deus e gosta de animais e plantas.
  7. O explorador cumpre com seus deveres com obediência e disciplina.
  8. O explorador sorri e canta nas dificuldades.
  9. O explorador é econômico e cuida de sue próprios bens e dos bens dos outros.
  10. O explorador é puro nos pensamentos, nas palavras e nas ações.

 

Lei da Guia

  1. A honra de uma guia é ser confiável.
  2. A guia é leal a seu país, seus pais, seus líderes e a todos que dependem dele.
  3. A guia é feita para servir seu próximo.
  4. A guia é amiga de todos e irmã das demais guias.
  5. A guia é cortês e generosa.
  6. A guia vê na natureza a obra de Deus e gosta de animais e plantas.
  7. A guia cumpre com seus deveres com obediência e disciplina.
  8. A guia sorri e canta nas dificuldades.
  9. A guia é econômica e cuida de sue próprios bens e dos bens dos outros.
  10. A guia é pura nos pensamentos, nas palavras e nas ações.

 

Uniformes

Os uniformes para a modalidade básica são os que seguem:

No Brasil, a AG&E adota apenas como diferencial o listão “EXPLORADORES” no lugar do europeu, e o listão de distrito no lugar daquele de grupo.

Igualmente, no Brasil, a AG&E adota apenas como diferencial o listão “GUIAS” no lugar do europeu, e o listão de distrito no lugar daquele de grupo.

 

As modalidades especiais adotam outros uniformes: assim, exploradores e guias do mar, exploradores e guias de selva etc, usam seus próprios fardamentos e possuem especificidades no lenço e em alguns distintivos e insígnias.

 

Os distintivos e insígnias que exploradores e guias usam são os seguintes:

 

A cor do lenço usado pelos exploradores é verde, com listras marrons. As guias usam lenço verde, com listras vermelhas. Por esse motivo, o Ramo Explorador é também conhecido como Ramo Verde.

 

Organização do Ramo Verde

O Ramo Verdeestá estruturado da seguinte maneira: de três a oito elementos formam uma patrulha; duas a quatro patrulhas juntam-se em uma tropa. A patrulha é a mais importante unidade do Ramo e do próprio movimento explorador, a primeira comunidade do explorador e da guia, onde aprende a ser líder e cristão, e desenvolve suas potencialidades humanas, espirituais e apostólicas, e é a base de todo o adestramento, a tal ponto de o chamado “sistema de patrulhas” ser um dos fundamentos do escoteirismo.

 

A tropa é a sua grande comunidade, para o desenvolvimento das competições entre as patrulhas, para os adestramentos de maior envergadura e para a convivência com um grupo social maior e mais diverso. Na modalidade marítima, a tropa é chamada de flotilha, na modalidade aérea de esquadrilha e na modalidade equestre de esquadrão.

 

 

 

Patrulhas

A patrulha é a célula básica do escoteirismo. É nela que a vida escoteira vive e se desenvolve. A patrulha é um espelho da sociedade, um espaço de convivência com as saudáveis diferenças de caráter, de temperamento, de idade, raça, condição social, preferências pessoais etc, na qual o jovem se exercitará nas virtudes humanas e cristãs e receberá formação espiritual e doutrinária, bem como o adestramento escoteiro.

 

 

O sistema de patrulhas foi a invenção genial de Baden Powell para estruturar seu movimento. Tomando como motor o interesse, a ação, a responsabilidade, associa intimamente a educação pessoal e a educação comunitária e “põe os jovens em condição de tomar em suas mãos a própria formação.” (Baden Powell)

 

A vida na patrulha de exploradores ou de guias será, conforme o ensinamento do Pe. Jacques Sevin, SJ, de uma verdadeira comunidade, pautada pela oração, pela prática das virtudes, pelo companheirismo, pela caridade, pela justiça, pela disciplina e pelo apreço à liderança.

 

 

As patrulhas levam o nome de algum animal, que será seu totem, conforme o rol exemplificativo do livro “Escotismo para Rapazes”, do fundador. Assim, haverá a Patrulha Cavalo, a Patrulha Cão, a Patrulha Águia, a Patrulha Búfalo, a Patrulha Chacal etc.

 

Cada patrulha tem um Chefe de Patrulha, escolhido pelo Chefe de Tropa dentre os mais graduados daquela célula básica. É o responsável por ela, e deve ver em sua autoridade um serviço, a exemplo de Cristo, que, sendo Senhor, veio para servir e não para ser servido. O Chefe de Patrulha vê em Jesus Salvador o Bom Samaritano que acolhe os irmãos sob sua autoridade, e também o Bom Pastor que dá a vida pelas Suas ovelhas, e se esforça para imitá-Lo nesse amor heróico.

 

 

O Chefe de Patrulha fala por sua patrulha, dá coesão a ela, ministra as instruções vindas da chefia de tropa, anima os seus membros a prestarem as provas para galgarem etapas de classe, dá o exemplo em tudo, mantém a honra da patrulha, e auxilia o Chefe e seus Assistentes no adestramento explorador e na formação católica. Pode dar comandos simples na vida interna da patrulha, distribuir tarefas, estabelecer prioridades e metas, e tais ordens, se legítimas e cristãs, devem ser sempre acatadas pelos membros como expressão da autoridade e com a virtude da obediência, sem a qual ninguém se salva.

 

O Chefe de Patrulha carrega a bandeirola de patrulha.

 

Todos os Chefes de Patrulha devem ser investidos em uma cerimônia solene descrita no Cerimonial da UIGSE.

 

 

 

Corte de Honra e Alta Patrulha

A Corte de Honra é o órgão que administra a honra da tropa em assuntos de disciplina, quebras de confiança quanto à Lei e à Promessa, delegações, nomeações. Nela tomam assento o Chefe de Tropa e os Chefes de Patrulha, sendo presidida pelo chefe da patrulha número 1 da tropa. Em determinadas ocasiões, o Chefe de Tropa pode convocar também os Subchefes de Patrulha, bem como testemunhas e qualquer um que possa auxiliar no julgamento e especialmente o elemento que esteja sendo julgado. Em Tropas pequenas, de duas Patrulhas apenas, os Subchefes de Patrulha participam.

 

O Chefe de Tropa não fará prevalecer na Corte de Honra o seu entendimento, devendo intervir unicamente nos momentos em que suas decisões colocarem os membros das Tropas em perigo físico, espiritual ou moral.

 

A Corte de Honra reunir-se-á com periodicidade mensal ou bimestral, conforme ela mesma determinar, em sessões secretas unicamente devido ao caráter deliberativo de suas decisões.

 

Não serão permitidas quaisquer cerimônias, adereços ou procedimentos de caráter místico estranho à tradição e à fé católica em suas reuniões, as quais iniciarão com uma oração de invocação ao Espírito Santo e se encerrará com a oração ao Santo Anjo do Senhor.

 

 

O Conselho de Tropa difere da Corte de Honra, porque o seu presidente é o Chefe de Tropa, e porque sua função é diversa: trata-se de um órgão destinado a instruir a consciência do Chefe de Tropa para tomadas de decisão. Tem caráter consultivo. Nele tomam assento todos os Chefes de Patrulha, bem como Assistentes de Chefe de Tropa e os Chefes de Patrulha.

 

Já o Conselho de Patrulha instrui a consciência do Chefe de Patrulha para tomadas de decisão. Tem caráter consultivo também, mas para a Patrulha e nela tomam assento todos os patrulheiros.

 

Os Chefes de Patrulha (e no caso de Tropas com apenas duas patrulhas, também os Subchefes de Patrulha) se reúnem em uma Alta Patrulha, continuando a pertencer à sua patrulha, obviamente. Na Alta Patrulha, o Chefe de Tropa treina os Chefes de Patrulha, que treinarão os seus patrulheiros depois, com o auxílio dos Subchefes de Patrulha.

 

Então, existem três órgãos na Tropa nos quais participam os Chefes de Patrulha: a Corte de Honra, o Conselho de Tropa e a Alta Patrulha, cada qual com uma missão e uma finalidade diferente.

 

Classes, etapas, compromissos e especialidades do Ramo Verde

O interessado no Movimento, mas que ainda não prestou compromisso de fidelidade ao Chefe de Patrulha é chamado de pré-aspirante. O candidato à promessa, já usando uniforme e lenço, é denominado aspirante. Após prestar sua promessa, sua denominação é Explorador Noviço ou Guia Noviça, e deve esforçar-se em sua progressão pelas etapas de classe, conforme o método explorador.

 

Ao atingir as etapas propostas, será denominado Explorador ou Guia de Segunda Classe, com direito ao uso do distintivo correlato. Após a investidura na Segunda Classe, o explorador ou a guia fazem jus a conquistar habilidades específicas, cada qual com seu distintivo próprio, denominadas especialidades. Há diversas especialidades com as respectivas tarefas a cumprir.

 

 

Em seguida, prestando mais algumas provas, torna-se Explorador ou Guia de Primeira Classe. Com a Primeira Classe, podem conquistar as especialidades maiores. As etapas de classe e as especialidades maiores constam nos manuais.

 

Depois de galgar a Primeira Classe, ademais, é possível que o escoteiro ou a guia sejam declarados “padrão” e, após, conquistem o distintivo máximo do Ramo Explorador: as insígnias de Explorador de Cristo Rei ou de Guia de Maria Imaculada.

 

Os aspirantes, ao serem acolhidos no Ramo Verde com a fidelidade do Chefe de Patrulha, prestam o seu primeiro compromisso, verbalmente, perante a tropa, a chefia e seus pais: o de, em três meses, concluir as provas de Noviço e fazerem sua Promessa.

 

 

Após a Promessa, em uma cerimônia diante da Corte de Honra, firmam os exploradores e as guias, por escrito, com registro e assinatura no Livro da Corte de Honra, o compromisso de em três anos atingirem a Primeira Classe.

 

Ao completar quinze anos de idade a guia e o explorador fazem seu último compromisso pessoal no Ramo Verde, independentemente de estar ainda cumprindo o compromisso anterior: proteger, ensinar, monitorar e acompanhar os membros mais novos da sua patrulha e de preparar sua Ponte para a Chama de Guias Maiores ou a Companhia de Caminheiros. O compromisso dura dois anos e é feito de modo solene, em frente à Formatura Geral do Agrupamento, sendo registrado no Livro da Corte de Honra e com carta à Companhia de Caminheiros ou Chama de Guias Maiores.

 

Esquema da progressão e etapas do Ramo Verde:

  • Travessia para o Ramo Verde (caso venha do Ramo Amarelo)
  • Compromisso de fidelidade ao Chefe de Patrulha (o pré-aspirante se torna aspirante) e compromisso de concluir as provas de noviço e fazer sua promessa em três meses
  • Promessa (o aspirante se torna noviço) e compromisso de em três anos conquistar a 1ª Classe
  • 2ª Classe
  • Com 15 anos, compromisso de proteger, ensinar, monitorar e acompanhar os membros mais novos da sua patrulha e de preparar sua Ponte para o Ramo Vermelho
  • Especialidades
  • 1ª Classe
  • Especialidades maiores
  • Explorador-padrão e Guia-padrão
  • Explorador de Cristo Rei e Guia de Maria Imaculada