Lady Olave Baden-Powell

Olave St. Clair Soames, que mais tarde se tornaria Lady Olave Baden Powell, nasceu em Chesterfield, na Inglaterra, em 22 de Fevereiro de 1889, filha de Harold Soames e Katherine Hill, e foi educada em casa. Tocava violão e adorava música, crescendo em meio à natureza e praticando esportes como tênis, patinação, remo. Andava de bicicleta e montava muito bem a cavalo.

 

 

Olave dedicou-se a cuidar de crianças inválidas que recolhia. Já se notava nela um espírito de benemerência. Em 1912, embarcou com seu pai no navio “Arcadiam”, rumo às Índias Ocidentais. Neste navio também viajava Baden-Powell, fundador do escoteirismo.

 

Mais velho do que ela, ambos tinham muitos gostos e interesses comuns, de modo que, quando deixaram a Jamaica, Olave e Robert estavam noivos e em outubro do mesmo ano casaram-se. Olave Soames tornava-se Olave Baden-Powell ou Lady Olave.

 

 

Passaram a lua-de-mel na África, iniciando uma vida comum, enriquecida por 3 filhos: Peter que nasceu em 1913, Heather em 1915 e Betty em 1917.

 

O movimento das guias, fundado também por B-P, e que consistia na adaptação do escoteirismo para as moças, já existia na Inglaterra. Era chefiado por Agnes Baden-Powell, a irmã de B-P.

 

Lady Olave ingressou no guidismo em 1914 para auxiliar Agnes, e de forma a secundar seu marido, o fundador do escoteirismo. Em 1918, Lady Olave foi nomeada Chefe Guia da Grã-Bretanha, e neste mesmo ano foi impresso o primeiro exemplar livro de guidismo, o escoteirismo dirigido às meninas. (Girl Guiding).

 

 

Após a I Guerra Mundial, Lady Olave enviou uma carta ao Brasil, sugerindo que em nosso país o guidismo fosse adotado. No dia 30 de maio de 1919, na residência da Srª Adele Lynch, no Rio de Janeiro, foi realizada a primeira reunião para divulgar a carta de Lady Baden-Powell. A reunião contou com a presença de vários membros da sociedade carioca. Dona Jerônima Mesquita, que trabalhou como enfermeira na I Guerra Mundial, presente ao evento, recebeu a responsabilidade de preparar moças e líderes para desenvolver o guidismo no Brasil.

 

Com a liderança de D. Jerônima Mesquita foi iniciada a preparação das 11 primeiras chefes das Girl Guides, as quais fizeram a promessa no dia 13 de agosto, na residência de Lady Mackenzie, no Rio.

 

No ano seguinte, como o movimento iniciava um processo de expansão, buscou-se uma denominação em português, e o Prof. Jonathas Serrano sugeriu que se adotasse “bandeirantismo”, sendo as girl guides as “bandeirantes”, por lembrar os desbravadores das terras brasileiras.

 

No início da década de 1960, perdeu a exclusividade da condução do guidismo brasileiro em virtude da implementação do programa de co-educação mista elaborado pela UEB – União dos Escoteiros do Brasil. A partir dali meninos poderiam participar do movimento bandeirante, assim como meninas poderiam ser escoteiras. O guidismo, então, passou a ser praticado em outra associação que não a das bandeirantes.

 

Outras associações foram fundadas ao longo do tempo, entre as quais a nossa.

 

Desejando uma associação escoteira de inspiração confessional, encontramos na proposta da UIGSE, o escoteirismo europeu, a resposta para nossos anseios. Foi organizada, então, a Associação das Guias e Explorares do Brasil (AG&E), que é candidata à filiação à UIGSE-FSE e adota os mesmos uniformes, mesmos padrões, mesmo cerimonial e mesmos textos fundamentais. Os primeiros membros da AG&E são do Rio Grande do Sul e das terras gaúchas os Exploradores do Brasil se espalham por vários Estados, inicialmente São Paulo e Ceará.

 

Todas as guias do mundo, quer se denominem girl guides, escoteiras, bandeirantes ou, como entre nós, guias, devem a Lady Olave Baden-Powell muito de sua fundação e organização. Ela é uma das fundadoras do guidismo e assim a honramos em nossa associação.

 

Lady Olave morreu em 25 de junho de 1977, em Bramley, Surrey, na Inglaterra.