Outras Atividades

Acampamento

Falar em escoteirismo é falar em vida ao ar livre. O público externo associa, com razão, o Movimento Explorador a jovens acampando, montando suas barracas, fazendo o fogo, recolhendo lenha, cozinhando sua própria comida, e praticando jogos no mato e no campo.

 

O próprio início do escoteirismo ocorreu em um acampamento, organizado por Baden Powell na Ilha de Brownsea. No acampamento, vive-se o escoteirismo em sua plenitude, e se coloca em prática tudo o que é aprendido nas atividades semanais em sede.

 

Há, portanto, uma importância fundamental do acampamento para o adestramento explorador e pobre é o agrupamento, a tropa, a companhia, a patrulha, que não acampa de modo regular.

 

Se cada atividade é uma aventura, aquelas exercidas ao ar livre são ainda mais intensas e ajudam na formação técnica e no progresso técnico e espiritual das guias e dos exploradores católicos. Não esqueçamos, todavia, que a primeira aventura é a de encontrar-se com os companheiros, sem a presença dos pais, para construir amizades sólidas e duradouras, constituindo o escoteirismo um lugar de experimentar uma liberdade real e crescente.

 

Aos jovens especialmente urbanos, apartados do meio rural e florestal, o escoteirismo os faz descobrir os ritmos naturais, a necessidade de se adaptar à realidade da natureza, a maravilhar-se diante de sua beleza e a considerar a importância de respeitá-la como criação de Deus.

 

Com duração variável, conforme o ramo com que se trabalha e as condições culturais e sociais, no acampamento se treina, se joga, se “aprende fazendo”: cozinhar, montar pioneirias, arrumar barraca, organizar o campo de modo eficiente, acordar cedo, proteger-se das intempéries. Honra-se a pátria, acirra-se, com honra e cortesia, a disputa entre as patrulhas, faz-se alguma expedição de exploração pelo local. O escoteirismo católico, além disso, aproveita o contato com a natureza para contemplar a beleza da criação e dar glória ao Criador, pelo que o acampamento é uma oportunidade singular para nossos membros juvenis e adultos de crescer na vida de oração.

 

O acampamento é a casa do explorador e da guia, durante muitos dias por ano. Por isso devemos primar pela ordem, higiene, segurança e conforto do acampamento.

 

O escoteirismo e o guidismo se fazem em campo. Cada tropa de exploradores e de guias deve se planejar para o acampamento de verão. Toda a atividade de adestramento e formação que se desenvolve nas patrulhas durante o ano culmina com esse grande evento. Evidentemente, podem existir outros acampamentos durante o ano, de patrulha, de tropa, de agrupamento, de distrito, de província, nacional, ou internacional. Um dos acampamentos mais importantes no âmbito da UIGSE-FSE é o Eurojam, que reúne membros de todas as associações.

 

Todas as atividades, quer na sede, quer no campo, devem se pautar pela segurança física, moral e espiritual. Isso não implica o rechaço dos desafios e das aventuras, sempre guiadas por chefes preparados e orientadores espirituais doutos e santos.

 

No acampamento, as patrulhas montam seus cantos, nos quais erguem-se as barracas, criam pioneirias que servem de móveis ou de apetrechos para ajudar no dia a dia no campo, participam de jogos, de orações, de Missas, veladas com fogo de conselho, competições, adestramentos (nós, amarras, primeiros socorros, sinais de pista, códigos etc), fazem explorações, colocam bem alto no campo as bandeiras e o Baussant, convivem fraternalmente, cozinham sua própria comida etc.

 

Os caminheiros e as guias-maiores também fazem acampamentos. Geralmente, seus acampamentos são volantes, montando e desmontando os campos conforme se deslocam, muitas vezes no contexto da sua atividade principal, que é a rota.

 

Lobos e lobas também acampam, mas com menos periodicidade, menos tempo acampado e próximos a uma casa ou algum contato com a civilização, por razões de segurança.

 

O acampamento é o grande momento do escoteirismo!

 

Alguns acampamentos são de treinamento de chefias, como podemos ver aqui.

 

Atividades das modalidades especiais

Os exploradores e as guias que praticam o escoteirismo em uma modalidade especial (do mar, do ar, de selva, equestre e de montanha) também acampam, como os da modalidade básica, e fazem o seu grande campo de verão também. Todavia, alternam essa atividade com outras específicas, conforme o estilo de escoteirismo que adotam. Assim, os exploradores do mar e as guias do mar realizam também regatas e outras atividades de navegação, enquanto os exploradores de montanha e as guias de montanha organizam escaladas. É possível também que essas atividades – regatas, escaladas, jornadas montanha acima ou dentro de selvas, atividades com aviões ou aeromodelos, cavalgadas – sejam feitas no contexto de um acampamento também.

 

Conceitos de atividades de aventura

Acampamento: pernoite no campo, geralmente duas ou mais noites, em barraca, no mesmo local, e com atividades, jogos, veladas, orações, comida, Missa etc, para todos os ramos. Acampamentos existem de alcatéia e clareira, de patrulha, de tropa, de equipe, de clã, de companhia e de chama, e também acampamentos regionais, como de distrito, de província, nacional ou internacionais.

Acampamento volante: pernoite no campo com deslocamento a pé e montagem e desmontagem de barracas, e com atividades de adestramento, exatamente como no acampamento comum. Geralmente para o Ramo Verde, mas podendo ser feito pelo Ramo Vermelho. O Ramo Amarelo não o faz por questões de segurança.

Acantonamento: uma ou mais noite no campo, mas pernoitando em uma cabana ou casa na zona rural, geralmente para o Ramo Amarelo, mas não excluídos os demais ramos.

Rota: semelhante ao acampamento volante, com pernoite, portando, mas tendo como objetivo específico uma peregrinação a uma igreja, santuário ou mosteiro, exclusiva para o Ramo Vermelho. Existe a Rota Nacional a Aparecida, atividade mais importante para caminheiros e guias-maiores.

Exploração: missão em patrulha em zona rural ou urbana para coleta de dados e elaboração de relatórios conforme pedido pela Chefia de Tropa ou de Patrulha, exclusiva para o Ramo Verde.

Jornada: deslocamento a pé, sem pernoite, podendo ter uma exploração, mas sem um objetivo de peregrinação ou outras coisas próprias do Ramo Vermelho. A jornada é para todos os ramos. No Ramo Verde, a jornada se faz por patrulhas e não em tropa, embora possam haver jornadas simultâneas em que cada patrulha sai de um ponto e encontra-se toda a tropa no fim da atividade para o encerramento, uma bênção ou uma Missa.

Bivaque: uma jornada com pernoite em abrigo natural ou barraca improvisada, tendo ou não uma exploração. É para os Ramos Verde e Vermelho.